Um coronel manipulador de um lado — todo pose, manobra e covardia. E do outro, um pai incansável, firme, movido por uma dor que nenhum uniforme ,estrelas ou patentes consegue silenciar.


O coronel Luis Alberto Baqueiro Paraiso Borges realmente acreditou que poderia dobrar um pai destruído pela dor , e acabou se dobrando sozinho.
Impressionante como alguém com tanta estrela no ombro consegue ter tão pouca luz no caráter. A farda tenta impor respeito… mas a postura entrega tudo:
autoridade de fachada, coragem de papel e honestidade em extinção.
Quando a verdade aperta, ele não responde — se esconde.
Quando a cobrança chega, não encara — desvia.
E quando percebe que não intimida um pai em busca de justiça, aí sim desmorona de vez:
vira um monumento à própria incompetência.
Se liderança fosse espelho, ele quebraria o vidro.
Se honra fosse peso, ele afundaria o chão.
E se vergonha na cara fosse item obrigatório na corporação… bom, esse “comandante” estaria reprovado no primeiro minuto.
Porque, no fim, ele não enfrenta o pai —
ele enfrenta o próprio vazio moral.
E está perdendo feio.


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