A HISTÓRIA PERFEITA (SÓ NO PAPEL)
A HISTÓRIA PERFEITA (SÓ NO PAPEL)
Segundo a polícia, foi tudo muito organizado: ronda de rotina, denúncia anônima, suspeito armado, troca de tiros, fuga estratégica, novo confronto e… corpo no chão com uma arma “ao lado”. Roteiro completo, sem falhas. Sempre igual.
Curioso é que, fora do relatório, a história muda.
Casa invadida.
Dois braços quebrados.
Tiro na cabeça.
Um tipo de “confronto” bem moderno: o suspeito apanha, tem os braços quebrados, é executado e depois ainda arruma forças pra trocar tiros. Um verdadeiro milagre da física — e da narrativa oficial.
Em Teixeira de Freitas, basta carimbar “envolvido” que tudo se resolve. A versão nasce pronta, a investigação morre cedo e a verdade… essa fica pelo caminho.
Não é defesa de crime. É cobrança de lei.
Porque quando a polícia vira juíza e carrasca, a justiça vira ficção.
Não houve troca de tiros.Houve, mais uma vez, troca de versões.



2 comments